Retrospectiva de Aki Kaurismäki evoca la belleza de los perdedores

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Podemos pensar en el término mayor de “imperdível” para aproximarse al evento que CineSesc promueve a partir de esta quinta —a “Retrospectiva Aki Kaurismäki”, como las largas realizaciones del cineasta finlandés, desde su primer estreno, “Crime e Castigo”, de 1983, hasta la más reciente “Folhas de Outono”, lanzada hace tres años. São 18 longas de ficção ao todo, com absoluto destaque para as duas trilogias que o definiram como um autor esencial da pós-modernidade dos anos 1980, a do proletariado ea dos perdedores. Su estilo es inconfundible. Ausência de naturalismo, silencios estratégicos en cenas que normalmente teriam falas, paixão pela music, personas tímidas o taciturnos, visão sombría da urbanidade e principalmente da Finlândia, pessoas boas em proximidade com o crime, campos y contracampos frontais nos diálogos, entre otras marcas. En meados dos años 1980, después de una película propositalmente vagabundo y divertida, “Calamari Union”, de 1985, inicia una chamada “trilogia do proletariado”, que comprende su terceiro longa, “Sonhos no Paraíso”, de 1986, “Ariel”, de 1988, e “A Garota da Fábrica de Caixas de Fósforos”, de 1990. Seu estilo se consolida definitivamente nesses três longas adoráveis, entremeados por outros trabalhos de menor expressão. Un título es el divertimento “Os Leningrad Cowboys Vão para a América”, en 1989, con miembros de la banda de rock que acompañaron al director desde el inicio de la carrera. Voltando à trilogia, os dos primeiros longas terminam com a promessa de paraíso. No terceiro, como lo admite Kaurismäki, una felicidade já não era mais possível. Por eso, decimos de “Ariel” con un sorriso no rosto, y “A Garota da Fábrica de Caixas de Fósforos” es una de las dos películas más tristes de la historia. Assim, tece uma crítica feroz ao capitalismo e à falência do humanismo na Finlândia. Después de esto, filmó, respectivamente, en Londres y París, el ótimo “Contratei um Matador Profissional”, de 1990, con Jean-Pierre Léaud como un francés que vai a Londres porque ninguém gostava dele na França; Eo curioso “A Vida da Boêmia”, de 1992, no qual ele tenta fazer justiça a Henri Murger —romancista de “Cenas da Vida de Boêmia”— y se vingar del italiano Giacomo Puccini, muchas veces lembrado como autor de la historia original gracias a su adaptación para una ópera. Una vuelta a Finlândia se dá com “Cuide do Seu Lenço, Tatjana”, de 1994, no qual volta a trabalhar com a atriz Kati Outinen, una perfecta personificación de la melancolia. É uma fase irregular, como se o diretor só conseguisse se dar bem em blocos temáticos. Tal problema es gloriosamente interrumpido por su obra prima, “Nuvens Passageiras”, lanzada hace 30 años, sobre un garçonete y un conductor de bonde que ficam desempregados al mismo tiempo. O longa inaugura una “trilogía dos perdedores”. Volta à crítica social mais profunda ea um retrato amargo do país, aún que a esperanza eo sentimentalismo sejam evidentes. Charlie Chaplin y Frank Capra se unen como principales referencias, además de otras notáveis, como Robert Bresson, Yasujiro Ozu, Jean-Luc Godard, Luis Buñuel y Rainer Werner Fassbinder. Sobre esto, convém lembrar como palavras del historiador de cine finlandés Peter von Bagh, que destaca en el arte de su país como otra fuente del estilo de Kaurismäki. El cine finlandés de posguerra sobretodo, con nombres como Teuvo Tulio y Erik Blomberg, influye bastante en el director. Timo Salminen, director de fotografía de casi todas las películas de Kaurismäki, es hijo de Ville Salminen, uno de los dos más prolíficos cineastas del país. Salminen pai filmou dos anos 1930 aos 1980 e é, segundo Von Bagh, o mais próximo que se chegou de um cinema hollywoodiano na Finlandia. Una “trilogia dos perdedores” prossegue com “O Homem sem Passado”, de 2002, época en que el director já ocupava um outro status, sendo celebrado nos festivais por onde passava. Esta vez, el protagonista es un hombre brutalmente espantado que milagrosamente se recupera, pero sin ningún recuerdo de su vida. Em seguida, há o belo e um tanto tortuoso “Luzes na Escuridão”, de 20 años atrás, con las desventuras de um vigia noturno sonhador. É um filme curto, mas com problemas de ritmo. Apesar disso, é um ótimo fechamento para una segunda trilogía, y tem uma imagem final de rara força. Seus três últimos longas não formam uma nova tríade, al menos por enquanto. “O Porto”, de 2011, refleja una preocupación con la inmigración ilegal y los maus-tratos recibidos por aquellos que viajan en busca de sobrevivência financiera. Seis años después, surge “O Outro Lado da Esperança”, de 2017, que acompaña el mesmo movimiento, ao ver um refugiado sírio sofrendo com o preconceito ea intolerância na tentativa de se adecuar à sociedade finlandesa. Finalmente, “Folhas de Outono”, de 2023, fue considerada por algunos como una secuencia de la “trilogía del proletariado”. A ideia é discutível, já que o filme também tem ligações com a “trilogia dos perdedores”, y parece, de hecho, resumir toda una idea de cinema segundo o realizador. A trama simple observa os encontros e desencontros de un depósito de supermercado y de un operario alcoólatra. É uma preciosidade da comédia romântica, que lembra el clásico “Tarde Demais para Esquecer”, para nos brindar com a melhor actualização de Charlie Chaplin en tempos recientes. Parafraseando el propio Kaurismäki, podemos decir que saímos melhor do cinema después de ver películas como este —e como tantos outros deste cineasta de inmensa riqueza cinematográfica.

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